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Guerra Comercial atinge Transportes


Diante da queda de braço comercial entre China e Estados Unidos, empresas aéreas sinalizam o perigo de se criar barricadas entre as potências mundiais.

A tensão comercial entre China e Estados Unidos deve atingir a demanda por transporte aéreo internacional nos próximos meses. Com um crescimento robusto no primeiro semestre de 2017 (8%) o avanço de janeiro a junho de 2018 não chegou a 5%.

“Governos precisam se lembrar que a prosperidade vem do incentivo ao comércio, não criando barricadas às economias”, afirmou a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês) em nota.

Na visão do professor de relações exteriores e consultor de aviação Luiz Garcia, o mundo vivia um momento de euforia comercial, e havia chegado ao maior nível de troca da história. “Até que a queda de braço entre Estados Unidos e China começou, e o globo todo ficou em alerta.” Para a Iata, a situação é delicada e requer atenção.

Ainda que os impactos imediatos dos embargos de produtos chineses nos Estados Unidos sejam pequenos, a previsão é que a retaliação da China – que devolverá na mesa moeda – prejudique a demanda nos próximos dois anos. “Em 2018 o transporte aéreo de carga deverá crescer. Os impactos maiores serão sentidos em 2019 e2020”, prevê Garcia. De acordo com estimativa da Iata, o setor pode avançar até 4% neste ano, crescimento bem inferior ao verificado ano passado (10%).

E no Brasil?

Enquanto empresários do mundo todo olham para a questão comercial, no Brasil um outro fator tem pressionado o transporte aéreo. Na última semana o senado aprovou o Projeto de Lei PLS 186/2018, que proíbe a cobrança do valor adicional pela marcação de assentos. O texto, que segue para apreciação na Câmara dos Deputados, recebeu uma série de críticas.

“Esse tipo de proibição vai contra as melhores práticas mundiais sufocando ainda mais o potencial da aviação comercial no Brasil, além de afugentar o interesse de empresas aéreas internacionais, já que o País possui um dos combustíveis mais caros do planeta”, dizia o diretor geral Iatam Brasil, Dany Oliveira. Para ele, um dos grandes desafios no Brasil “é garantir que todas as empresas aéreas tenham um ambiente regulatório alinhado às melhores práticas globais, evitando-se assim enormes deficiências ao setor”, argumentou ele, ressaltando o papel de transformação social e econômica que este tipo de concorrência resultaria.

A concessão seria mantida até que sejam apreciados administrativamente os pleitos de reequilíbrio econômico- financeiro em análise pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANT T). No início deste mês acabou o prazo de extensão de 12 meses do contrato da Concepa com o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) para a operação dos trechos. Em comunicado, a empresa diz que nos novos pleitos está a necessidade de remuneração pelos investimentos realizados na modernização do vão móvel da Ponte do Guaíba e na operação especial para uso do acostamento como faixa adicional de tráfego, além da recomposição do efeito da supressão dos valores de receitas comerciais alternativas da tarifa de pedágio. "A Concepa tem desequilíbrios pendentes desde 2003. O valor de tais desequilíbrios e a forma de reequilibrá-los serão determinados e implantados após serem apreciados pela ANTT através de Processo Administrativo e, caso a Concessionária não concorde com a avaliação, poderá recorrer judicialmente a fim de ver garantidos seus direitos", diz em fato relevante. O diretor presidente da Triunfo, Carlo Alberto Bottarelli, afirmou em teleconferência na última semana que a empresa está pleiteando receber uma verba acessória referente à Concepa em torno de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões.

Carga no avião: comércio ficará em xeque com briga dos EUA e China

Telefonia fixa perdeu mais de 1 milhão de linhas em 12 meses

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) registrou 40.224.677 linhas fixas no Brasil em junho de 2018. Houve uma redução de 1.140.369 (-2,76%) linhas em relação ao mesmo mês do ano passado. Em junho, o mercado de telefonia fixa teve queda de 96.203 (-0,24%) linhas ante a maio.

Em junho deste ano, as empresas autorizadas contavam com 17,14 milhões de linhas fixas, enquanto as concessionárias possuíam 23,08 milhões. Em 12 meses, as autorizadas ganharam 67,8 mil linhas (+0,4%) e as concessionárias perderam 1,2 milhão de linhas (-4,97%). Entre as autorizadas, a Claro liderou o mercado com 62,41% (10,6 milhões de linhas) de participação; seguida pela Vivo, que detinha 27,93% (4,7 milhão de linhas) e a TIM com 4,51% (773,9 mil linhas). Dentre as concessionárias, a divisão de mercado foi: Oi com 55,72% (12,8 milhões), a Telefônica com 40,30% (9.3 milhões) e a Algar com 3,26% (754,1 mil linhas). Na variação entre maio e junho deste ano, o estado de São Paulo foi o que apresentou maior redução, com menos 28,7 mil linhas fixas (-0,19%). No Rio de Janeiro, a queda foi de 24,7 mil linhas (-0,53%) eem Minas Gerais, foram registradas 11,6 mil linhas a menos (-0,30%). Santa Catarina apresentou aumento de 4,2 mil linhas, seguido de Tocantins, com 510 linhas a mais.

 

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