Recuo da Indústria em regiões desenvolvidas

A produção industrial caiu de 0,3% a 1,3% entre junho e julho nos Estados onde a indústria é mais forte, segundo a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora as comparações com 2017 sejam positivas, são reduzidas as possibilidades de forte recuperação do setor secundário, pelo menos neste semestre.

 

Para uma queda média nacional de 0,2% com ajuste sazonal, o recuo da produção industrial de São Paulo entre junho e julho foi de 1,1%; o do Rio foi de 0,3%; e o de Minas Gerais, de 1%. No Paraná, a queda atingiu 1,3% e em Goiás alcançou 2,1% – pior resultado do mês. Índices negativos também foram verificados em Mato Grosso, no Ceará e em Pernambuco.

 

Em igual período, cresceram as indústrias do Espírito Santo (+5,8%), Rio Grande do Sul (+4,6%), seguindo-se, com evolução menos intensa, Pará, Amazonas, Santa Catarina, Bahia e Região Nordeste.

 

O recuo deve ser relativizado por causa da base de comparação, pois entre maio, mês da greve dos transportadores, e junho houve expressiva recuperação da indústria.

 

As comparações com 2017 continuam sendo favoráveis, embora julho de 2018 tenha tido um dia útil a mais do que julho de 2017, o que distorce, para melhor, o resultado.

 

Para uma média nacional de 4%, a alta em relação a julho do ano passado foi de 13,9% no Rio Grande do Sul, de 13,7% no Pará, de 12,3% em Pernambuco e de 10,6% no Rio de Janeiro. Essas expansões acentuadas decorreram do comportamento dos setores de veículos, tanto automóveis como os destinados à área agrícola, máquinas e equipamentos, terminais de autoatendimento, produtos alimentícios e produtos de metal, entre outros. Os preços altos dos derivados de petróleo ajudaram a indústria do Rio.

 

Entre julho de 2017 e julho de 2018, 12 das 15 regiões analisadas apresentaram alta na produção industrial, mas, entre as áreas mais desenvolvidas, São Paulo ficou abaixo da média (+2,9%) e Minas Gerais entrou no campo negativo (-0,8%). O pior indicador foi o de Goiás (-4,9%), decorrente do mau comportamento de itens alimentícios, como o açúcar cristal e o refinado.

 

A produção industrial parece depender mais de setores específicos, como veículos, itens alimentícios e agronegócio em geral. Melhor seria se o crescimento fosse disseminado.

 

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