Rio é o primeiro estado a adotar placa Mercosul

O Rio de Janeiro é o primeiro estado no país a implantar o novo modelo de placas de veículos “padrão Mercosul”. A instalação das novas placas começou ontem, em acordo com as resoluções 729 e 733 do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

 

A troca, porém, não será obrigatória para todos os veículos. Numa primera fase, só receberá uma nova placa quem buscá-la voluntariamente ou fizer operações como emplacamento de zero-quilômetro, transferências de propriedade, de jurisdição e de município, alteração de categoria e troca de placas danificadas.

 

PLACA RASTREÁVEL

 

O Denatran afirma que a nova placa dará maior segurança para os proprietários de veículos, pois evita clonagens. A placa tem um código único (QR Code) que conterá todos os dados de sua confecção, como o número de série, identificação de seu fornecedor e data de fabricação. Inclui também o modelo do veículo, e pode ser rastreada. Além do QR Code, outro item de segurança da nova placa é uma marca d’água, que evita a falsificação e praticamente impossibilita a clonagem.

 

Com esses dados, a autoridade policial identifica instantaneamente onde a placa foi confeccionada e a qual veículo pertence. Se as características não coincidirem, será possível saber se o veículo é clonado. O valor de fabricação da placa (duas refletivas, com tarjetas e lacre) será o mesmo de agora: absurdos R$ 219,35.

 

Já o rastreamento do veículo será possível por meio de um aplicativo que o Denatran vai disponibilizar gratuitamente para as polícias até o fim de setembro, nas plataformas IOS e Android.

 

A adoção da nova placa também foi motivada pela proximidade do fim da possibilidade de combinações alfanuméricas. No padrão atual, com três letras e quatro números, em dois anos não existiram mais novas sequências disponíveis.

 

TODAS BRANCAS

 

Ao contrário da variedade que existe hoje, todas as novas placas têm fundo branco com uma faixa azul na parte superior. Assim, saem de cena as tradicionais placas vermelhas para táxis e veículos comerciais, as placas azuis para o corpo diplomático, as placas pretas para automóveis de coleção etc. Agora, para indicar a categoria do veículo, mudam apenas as cores de letras e números: preta (particular), vermelha (comercial e auto-escola), azul (oficial), verde (especial), amarela (diplomática) e prata (coleção).

 

Na parte superior do lado esquerdo vai impresso o logotipo do Mercosul e, logo abaixo, o QR Code. A versão brasileira da placa traz ainda o distintivo BR e, no lado direito, a bandeira do país, seguida pela bandeira do estado e pelo brasão da cidade.

 

Portanto, a tarjeta da antiga placa passa a ser representada pelo brasão do município, e não mais pelo nome da cidade de forma escrita. O tamanho não muda: 40 cm de comprimento por 13 cm de altura.

 

AS COMBINAÇÕES

 

O novo modelo tem quatro letras e três dígitos. Ao menos inicialmente, todos os automóveis emplacados no Rio vão sair no seguinte padrão: três letras, um dígito, uma letra, dois dígitos.

 

Em caso de troca de propriedade ou qualquer outra operação com carros usados, parte da numeração é preservada. Por exemplo: um carro que era emplacado LQF-3555 pelo padrão anterior, passa a ser LQF-3F55.

 

Uma curiosidade é que os os primeiros automóveis zero-quilômetro licenciados no novo esquema receberam placas que começam com a combinação de letras “RIO” (como nas imagens mostradas nesta página).

 

O Brasil é o terceiro país a adotar a placa Mercosul. Uruguai (2015) e Argentina (2016) foram os primeiros. Nos dois países vizinhos, contudo, o padrão de letras e dígitos em vigência é diferente do nosso. No Uruguai, as “patentes” saem com três letras e quatro algarismos (na mesma ordem das nossas velhas placas cinza). Na Argentina, o modelo tem sido de duas letras, três algarismos e mais duas letras.

 

Na última troca de placas, quando o padrão de três letras e quatro algarismos começou a ser usado no Brasil, o Rio foi um dos últimos estados a adotar as novas placas. A transição começou no Paraná em 1989, mas só terminou por aqui em 1996.

 

Agora, o Rio sai na frente, mas o Denatran já determinou que todos os estados deverão implantar o novo modelo até 1º de dezembro.

 

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