Anfavea: Brasil vai vender mais carros do que o esperado neste ano

 

Nova projeção é de alta de 13,7%, 2 pontos a mais que a previsão anterior; exportações, porém, devem despencar neste ano.

 

A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) afirmou que o crescimento no número de veículos licenciados neste ano será de 13,7%. A previsão anterior era de alta de 11,7%.

 

Em contrapartida, a nova estimativa de exportações é de 700 mil unidades, queda de 8,6% -- anteriormente a expectativa era de igualar o resultado de 2017.

 

Assim, os novos prognósticos de licenciamentos e exportações implicam em leve alteração na produção, cuja expectativa para este ano passa a ser de 3 milhões de unidades. O aumento projetado é de 11,1%, ao invés dos 11,9% estimados anteriormente.

 

Para Antonio Megale, presidente da Anfavea, a revisão foi necessária principalmente pelos bons resultados do mercado interno,em alta. Do lado das exportações, o "culpado" é o fluxo para a Argentina, principal parceiro comercial do Brasil, que passa por um momento delicado e compra menos.

 

"A situação macroeconômica da Argentina impactou o mercado interno daquele país e, consequentemente, as exportações brasileiras para lá, por isso diminuímos nossa previsão neste quesito", declarou.

 

A Anfavea computou 213,3 mil licenciamentos em setembro, representando alta de 7,1% frente ao mesmo mês do ano passado, quando 199,2 mil unidades foram licenciadas. Frente a agosto deste ano (quando 248,6 mil unidades foram vendidas), porém, há queda de 14,2%. No acumulado do ano, a alta é de 14%: 1,84 milhão de unidades contra 1,62 milhão em 2017.

 

Megale afirmou que esperava o resultado, mas o ritmo de vendas surpreendeu.

"O desempenho menor no mês equiparado com agosto é normal, pois tivemos quatro dias úteis a menos no mês. Entretanto, o ritmo da média diária foi a maior do ano até agora, acima de 11 mil unidades, algo extremamente positivo e que demonstra aquecimento do mercado automotivo", afirmou.

 

Já a produção no mês passado foi de 223,1 mil veículos, queda de 6,3% em relação ao mesmo mês de 2017 e declínio de 23,5% frente aos resultados de agosto. De janeiro até setembro deste ano, 2,19 milhões de veículos foram fabricados -- um crescimento de 10,5% em relação às 1,98 milhões de unidades de igual período de 2017.

 

Já as exportações ainda sentem o impacto da baixa nas compras de Argentina e México, dois dos maiores mercados da indústria automobilística brasileira. Segundo a Anfavea, 39,4 mil veículos deixaram o Brasil em setembro, representando queda de 34,5% frente a igual período de 2017. Comparando com agosto deste ano, a queda é de 29,7%. No período acumulado, a retração é de 8%, caindo de 570 mil unidades para 524,3 mil.

 

 

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