Dobra o fechamento de empresas de óleo, gás e energia.

O número de encerramentos de empresas ligadas aos setores de óleo, gás, energia e saneamento cresceu 115% no acumulado dos últimos 12 meses até agosto, segundo a consultoria de tecnologia e análise de dados Neoway.

 

Foram 11,2 mil CNPJs encerrados no período. O volume de aberturas também subiu, mas em ritmo menor, cerca de 15%.

O saldo se mantém positivo desde 2014.

 

Postos de combustíveis têm tido movimentação intensa no último ano, segundo Paulo Miranda Soares, presidente da Fecombustíveis (federação do setor.

 

Aproximadamente 40% da amostra é composta por postos de combustível, ramo que tem tido uma movimentação intensa neste último ano, segundo Paulo Miranda Soares, presidente da Fecombustíveis (federação do setor).

 

Uma parte das baixas ocorre devido a um rodízio, com estabelecimentos que trocam de mãos, mas a alta concorrência tem levado empresários a desistir do negócio, afirma o executivo.


“Há uma redução nas margens de lucro, que na média nacional estão em 12%, mas em algumas capitais chegam a 6%.

 

Muitos donos sentem que não compensa manter o posto e decidem colocar outra atividade no local”, diz ele.

 

A maioria dos encerramentos ocorre com empresas menores que não estão ligadas a atividades como perfuração de poços ou sísmica, segundo Telmo Ghiorzi, diretor da Abespetro (de prestadoras de serviço à cadeia de petróleo).

 

“Companhias grandes em geral não fecham as portas, mas fazem ajustes e demitem.”


Os casos de fechamento das empresas maiores estão associados a fusões e aquisições, afirma Ghiorzi.

 

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