Exportação paulistana dispara e bate recorde

As exportações realizadas pela cidade de São Paulo somaram US$ 11,233 bilhões entre janeiro e setembro deste ano, quase o dobro do valor registrado durante igual período de 2017 (US$ 5,968 bilhões).

 

Os dados do Ministério da Indústria, Serviços e Comércio Exterior (Mdic) mostram que o número atingido em 2018 é o maior para o recorte de nove meses desde 1997, quando teve início a série histórica.

 

Entretanto, especialistas consultados pelo DCI afirmaram que essa evolução é causada por mudanças no registro dos embarques.

 

“Alguma empresa que antes estava cadastrada em outra cidade passou a computar suas exportações em São Paulo”, explicou José Augusto de Castro, presidente Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

 

Isso porque, segundo ele, não há outro fator que explique um avanço tão superior na capital paulista, em relação aos dados registrados no resto do País.

 

Entre janeiro e setembro, as exportações brasileiras totalizaram US$ 179,7 bilhões, um avanço de 9,2% no confronto com 2017.

 

Sobre as tendências para o futuro, Castro afirmou que as exportações de boa parte do Estado de São Paulo devem ser afetadas pela crise enfrentada pelos argentinos. “Eles estão entre os principais importadores de manufaturados do Brasil. Compram muitos carros paulistas”, disse ele.

 

Por outro lado, a manutenção da taxa de câmbio em um patamar semelhante ao atual pode favorecer as vendas para o exterior.

 

“Mas ainda não sabemos o que vai acontecer com as moedas no ano que vem. Isso vai depender muito da reação aos resultados das eleições”, o ponderou.

 

Outras cidades entre as maiores cidades do estado, foram registrados desempenhos diferentes neste ano.

 

No ABC, por exemplo, as exportações caíram em dois municípios e subiram em um.

 

Em São Bernardo do Campo, as vendas para o exterior somaram US$ 3,281 bilhões entre janeiro e setembro, superando os US$ 2,967 bilhões vistos em igual período de 2017.

 

Em Santo André, as exportações somaram US$ 304 milhões, abaixo dos US$ 349 milhões vistos no ano passado.

 

Em São Caetano do Sul, as vendas chegaram a US$ 165 milhões, contra US$ 258 milhões em nove meses de 2017.

 

As vendas de Osasco ficaram em US$ 81,2 milhões, sendo superadas pelos US$ 89 milhões do ano passado.

 

Em Guarulhos, o valor chegou a US$ 1,5 bilhão, acima do US$ 1,4 bilhão de 2017.

 

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