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Indústria tem segunda queda na produção.

O bimestre julho-agosto não foi animador para a indústria, como se constata pelos dados da Pesquisa Industrial Mensal divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em julho, de acordo com dado revisado, houve um recuo de 0,1% na produção e, em agosto, o desempenho foi um pouco pior (-0,3%), sempre em comparação com o mês anterior.

No acumulado deste ano até agosto, o crescimento permanece positivo (2,5%), alcançando 3,1% nos últimos 12 meses.

“A indústria não recuava por dois meses seguidos desde o fim de 2015”, observou André Macedo, do IBGE.

É arriscado afirmar que isso representa uma tendência, mas pode-se dizer que será o quadrimestre setembro-dezembro que definirá para melhor ou para pior o nível de crescimento da indústria em 2018.

O comportamento da indústria em agosto foi influenciado por circunstâncias excepcionais.

Incêndio ocorrido na Refinaria de Paulínia (SP) teve forte impacto sobre o subsetor de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que recuou 5,7%.

A produção de petróleo e gás teve também um número maior de paralisações nas plataformas.

Com isso, foi interrompida uma sequência de altas desde março. Outros fatores negativos foram a queda da produção de bebidas (-10,8%), de produtos alimentícios (-1,2%) e da indústria extrativa (-2,0%).

Essas quedas contrabalançaram avanços significativos em agosto em relação ao mês anterior, como a produção de bens de capital (5,3%), de veículos, reboques e carrocerias (2,4%), produtos farmacêuticos (8,3%) e bens de consumo duráveis (1,2%), entre outros.

Deve-se destacar, ainda, que há setores que vêm apresentando muita vitalidade.

Demonstrando a tendência da indústria em geral de investir na modernização e na ampliação de seu potencial produtivo, o setor de bens de capital, por exemplo, cresceu 8,2% em agosto em relação ao mesmo mês de 2017.

No acumulado de 2018, esse setor avançou 9,0% e no acumulado de 12 meses, 9,4%.

Merece também especial destaque a indústria automotiva, que continuou em crescimento (5,0% em comparação com o mesmo mês de 2018), não obstante a crise na Argentina, seu grande mercado de exportação.

Aumentaram não só as vendas domésticas de automóveis, mas também de caminhões.

 

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