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Indústria 4.0: Inteligência Artificial atua no polo industrial de manaus

Máquinas que instalam 55 mil componentes por hora e braceletes que podem indicar lesões musculares. Estes são apenas alguns exemplos de tecnologias geradas pela Indústria 4.0, a qual já utiliza Inteligência Artificial (IA) em fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM), mas que ainda carece de mão de obra qualificada no mercado.

A Indústria 4.0 vai além da automação de alguns processos e possui como objetivo aumentar a produtividade nas fábricas. Funcionários de uma fábrica de placas para eletroeletrônicos já contam com a ajuda de um robô colaborativo na execução de pequenas tarefas, como o encaixe de uma peça, por exemplo.

"Ali você está vendo três câmeras. Uma identifica a placa. Ao identificar por processamento de imagem, ela [câmera] identificando o modelo, já diz para o robô qual o programa de inserção que ele deverá fazer. E, ao mesmo tempo, as outras câmeras ajudam na precisão e na correção que for necessária para o robô poder assentar o componente corretamente", explica Manuel Cardoso, consultou de tecnologia.

Na mesma fábrica, uma máquina instala 55 mil componentes por hora. No local, existem cem modelos iguais, o que resulta em 5,5 milhões de peças instaladas a cada 60 minutos.

"Cada vez os componentes estão menores e a precisão de uma máquina, sem dúvida, é muito eficiente para o nosso processo", afirma Célio Moura, gerente de produção.

Porém, a Indústria 4.0 vai além dos ambientes fechados das fábricas. Ela também pode ser responsável pela prevenção de doenças. O Projeto Giulia é composto por um aplicativo que reconhece os sinais por meio do movimento e os reproduz por meio de palavras.

"É uma tecnologia que estuda a restrição daquela condição que a pessoa se encontra. E procura contornar essa limitação através do auxílio de sistemas eletrônicos e até mesmo mecânicos", disse Manuel Cardoso.

Assim como o Giulia, um bracelete capta os movimentos e os registra em um aplicativo de celular. Nele é possível identificar se o portador apresenta sinais de lesões por esforço repetitivo.

"De forma preventiva, quando ele começa a identificar, ele alerta as outras pessoas para que aquela peça possa dar uma pausa, ser substituída por outra, para que se evite com isso a extensão do problema e amanhã se torne um problema irreversível", finalizou Cardoso.

Todos estes equipamentos são criados e monitorados por seres humanos. Entretanto, encontrar mão de obra qualificada no mercado ainda é um desafio, como explica José Augusto de Melo Neto, diretor-presidente do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam).

"Conversando com os empresários, visitando empresas, a gente verifica, por exemplo, que o perfil cada vez mais vai ser a substituição do trabalho repetitivo, do trabalho mecânico, por alguém que vai fazer a programação, o setup da máquina, outros que vão fazer a manutenção. E se nós não oferecermos esses cursos, nós vamos estar perdendo essas vagas, inclusive, deixando de receber novas fábricas no PIM por falta de pessoal qualificado", disse.​

 

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