Adesões aos consórcios ultrapassam 2 milhões, contemplações aproximam-se de um milhão

Indicadores sugerem otimismo para 2019

 

Próximo ao final do ano, o Sistema de Consórcios apontou crescimento nas vendas de novas cotas ao atingir 2,111 milhões de adesões no período de janeiro a outubro de 2018. Ao superar a marca de 1,970 milhão, registrado no mesmo período de 2017, anotou 7,2% de alta.

 

Os negócios realizados, de acordo com levantamentos feitos pela assessoria econômica da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, relativos à essa comercialização chegaram a R$ 85,81 bilhões, 3% maior que os R$ 83,28 bilhões nos mesmos meses do ano passado. Os resultados confirmam a importância do mecanismo para o consumidor, como alternativa para aquisição de bens ou contratação de serviços com planejamento financeiro.

 

A somatória das vendas nos dez meses é também superior, quando comparada com os mesmos meses, desde 2014. Os destaques em outubro foram os recordes mensais do ano obtidos nos setores de Motocicletas, Serviços e Eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.

O tíquete médio em outubro foi de R$ 40,9 mil, 7,3% inferior aos R$ 44,1 mil anotado no mesmo mês de 2017. Em relação ao primeiro mês deste ano, houve alta de 6,2% sobre os R$ 38,5 mil.

 

Com 211 dias úteis decorridos nos dez meses deste ano, um a mais que o total trabalhado há um ano, a média diária das adesões atingiu 10 mil, 6,6% mais que as 9,38 mil anteriores. Só nos 22 dias de outubro, quando foram comercializadas 10,4 mil cotas/dia, houve retração de 1% sobre as 10,5 mil/dia em relação aos 21 dias do mesmo mês de 2017.

Em outubro, o total de consorciados ativos, com aumento sucessivo mês após mês, atingiu 7,060 milhões, 2,9% maior que os 6,861 milhões do mesmo mês de 2017.

 

O acumulado de contemplações de janeiro a outubro de 2018 chegou a 994,6 mil, quase um milhão, ou seja, 1,9% menor que as 1,0136 milhão anteriores (jan-out/2017). Os créditos concedidos, relativos aos créditos desses contemplados, cujo valor pode ter sido potencialmente injetado nos diversos segmentos da economia nacional onde a modalidade está presente, mostraram avanço de 1,7%. Enquanto no ano passado o volume atingiu R$ 33,01 bilhões (jan-out), em 2018 alcançou R$ 33,56 bilhões, ratificando a importância do consórcio como elemento propulsor das atividades da cadeia produtiva.

 

PERSPECTIVAS PARA 2019 SÃO OTIMISTAS

 

Após o final das eleições, as expectativas sinalizam otimismo na recuperação das atividades econômicas no próximo ano: o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da Confederação Nacional da Indústria, alcançou 63,2 pontos em novembro de 2018, o maior valor para o índice desde setembro de 2010, quando registrou 63,3 pontos.

A última vez que o índice superou 60 pontos foi em março de 2011. O ICEI encontra-se 6,7 pontos acima do registrado em novembro do ano passado e 9,0 pontos acima de sua média histórica.

 

O aumento da confiança entre outubro e novembro é de 9,5 pontos, o maior crescimento entre dois meses consecutivos desde o início da série mensal, em 2010. O aumento da confiança é generalizado. Empresários da maioria dos setores pesquisados passaram a registrar ICEI acima dos 60 pontos, com vários setores registrando variações superiores a 10 pontos.

Em paralelo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fecomercio, não deverá ocorrer um grande crescimento do comércio nos próximos dois meses, principalmente pelo alto índice de desemprego que afeta diretamente o consumo.

 

A possível melhora das condições econômicas do país leva o setor a adotar ações em estratégia de negócios que visem o final do ano, especialmente com a entrada do 13º salário e considerando o sucesso da Black Friday.

Com os indicadores econômicos reforçando a tendência de retomada do crescimento, inclusive com a inflação anual devendo fechar dentro do centro da meta, segundo o Banco Central do Brasil, avizinham-se boas perspectivas para 2019, tornando o panorama conjuntural animador.

 

Do lado do consumidor, o comportamento deverá ser o de planejar para fazer novos investimentos. Com a inflação controlada, sua renda estará preservada e originará mais oportunidades para alocar seus recursos. Apesar de os setores industrial e comercial ainda operarem com parcial capacidade instalada - situação que reflete a lenta recuperação dos empregos - alguns aspectos apontam para um cenário futuro diverso daqueles existentes nos últimos anos.

“O crescimento observado no Sistema de Consórcios durante o tempo de janeiro a outubro deste ano nos permite afirmar que, adicionando uma pequena dose de otimismo, devemos encerrar 2018 com significativa ampliação dos negócios consorciais em relação a 2017 e com boas perspectivas para 2019”, projeta Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

 

RESUMO GERAL E SETORIAL DAS VENDAS DE NOVAS COTAS

 

JANEIRO A OUTUBRO DE 2018 X 2017

 

Os resultados setoriais e global das vendas de novas cotas, de janeiro a outubro, assinalaram a crescente demanda com consequente adesão do consumidor ao consórcio, tanto para aquisição de bens imóveis ou móveis duráveis como na contratação de serviços.

 

Os desempenhos em cada setor apontaram 944 mil novas cotas vendidas de veículos leves, 828,25 mil de motocicletas, 219,75 mil de imóveis, 57,35 mil de veículos pesados, 39,20 mil de serviços e 22,80 mil de eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis, acumulando 2,11 milhões de adesões.

 

Esses resultados geraram altas em cinco dos seis setores: serviços (46,8%), eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis (29,5%), veículos pesados (23,2%), motocicletas (15,8%) e veículos leves (1,3%).

O setor de imóveis apontou retração de 5,1%. Com as altas indicadas em veículos leves, veículos pesados e motos, o segmento de automotores apresentou crescimento de 8%.

 

OUTUBRO: MAIS DE 2 MILHÕES DE ADESÕES, QUASE UM MILHÃO DE CONTEMPLAÇÕES E MAIS DE R$ 85 BILHÕES EM NEGÓCIOS

Os negócios atingiram R$ 85,81 bilhões com alta de 3% sobre os R$ 83,28 bilhões do ano passado, resultado do volume de adesões, 2,111 milhões de cotas vendidas nos dez meses do ano, 7,2% acima das 1,970 milhão alcançadas em 2017.

 

Em outubro, houve recordes de vendas mensais no ano nos setores de Motocicletas, Serviços e Eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis.

O acumulado de contemplados no período atingiu 994,6 mil, 1,9% menor que os 1,0136 milhão dos mesmos meses em 2017. Os correspondentes créditos concedidos apresentaram alta de 1,7%, superando R$ 33 bilhões.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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