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Como enfrentar as novas barreiras ao aço brasileiro

O aço brasileiro, que já enfrentava barreiras no mercado americano, agora deverá receber limites também da União Europeia. A comissão da UE vota esta semana a criação de cotas para produtos siderúrgicos, o que pode nos afetar.

É mais um problema concreto para o comércio exterior brasileiro.

O governo Bolsonaro se aproxima de uma adesão automática à política americana. O chanceler Ernesto Araújo, inclusive, trata Donald Trump como o salvador da civilização ocidental. Mas as barreiras comerciais impostas ao aço e ao alumínio não foram derrubadas. Agora, a indústria siderúrgica tem dois problemas. Após as limitações nos EUA, a União Europeia também deve aplicar limites ao produto nacional.

O Brasil tem que ter uma política externa que trate de questões reais e não de pontos hipotéticos, como o combate ao globalismo. O país está perdendo tempo com discursos grandiloquentes e com as idas e vindas na Apex. As empresas precisam de mais apoio para um comércio externo sem barreiras e cotas. Há problemas concretos afetando os interesses brasileiros.

O GLOBO – BLOGS – 14/01/2019