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PIB dos EUA acelera mais que o esperado e cresce ao ritmo de 3,2% no 1º trimestre

A economia norte-americana acelerou no 1º trimestre acima do esperado pelo mercado. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 3,2% nos 3 primeiros meses de 2019, ante um ritmo de 2,2% no 4º trimestre do ano passado, segundo divulgou nesta sexta-feira (23) o Departamento de Comércio dos Estados Unidos.

Pesquisa da Reuters com economistas estimava uma taxa de crescimento de 2%.

O crescimento foi impulsionado pelo comércio, pelo maior acúmulo de bens não vendidos desde 2015 e por um aumento nos investimentos do governo, que compensou a forte desaceleração nos gastos do consumidor e das empresas, destaca a Reuters, acrescentando que o resultado pode afastar temores de uma recessão que surgiram após uma série de dados econômicos fracos na virada do ano.

Em dólares correntes, o PIB dos EUA cresceu 3,8%, ou US$ 197,6 bilhões, no 1º trimestre, alcançando o nível de US$ 21,06 trilhões.

Apesar do ritmo forte de crescimento neste começo de ano, o dinamismo da maior economia dos EUA vem diminuindo após o pico de 4,2% registrado no segundo trimestre de 2018, quando o pacote de cortes de impostos da Casa Branca ajudou os gastos dos consumidores.

Em 2018, a economia dos EUA cresceu 2,9%, em meio a um estímulo fiscal da Casa Branca de US$ 1,5 trilhão em cortes de impostos e mais gastos do governo. O crescimento no ano passado foi o mais forte desde 2015 e mostrou uma aceleração dos 2,2% registrados em 2017.

Economistas estimam o ritmo em que a economia pode crescer em um longo período sem aumentar a inflação entre 1,7% e 2%. Em julho a economia chegará a 10 anos de expansão, mais longo período já registrado, destaca a agência Reuters.

Fed e juros As autoridades do Federal Reserve devem desprezar a alta no último trimestre e focar em uma medida de demanda doméstica, que aumentou a uma taxa de apenas 1,3%, a mais lenta desde o segundo trimestre de 2013, depois de crescer 2,6% no trimestre de outubro a dezembro, destaca a Reuters.

O Fed recentemente suspendeu sua campanha de três anos de aperto da política monetária, descartando previsões de qualquer alta na taxa de juros neste ano. O banco central dos EUA elevou os custos de empréstimos quatro vezes em 2018.

Destaques do PIB O crescimento nos gastos do consumidor, que responde por mais de dois terços da atividade econômica dos EUA, desacelerou para uma taxa de 1,2%, vindo de uma taxa de 2,5% no quarto trimestre. A moderação nos gastos refletiu um declínio nas compras de veículos e outros bens, provavelmente relacionado a uma paralisação de 35 dias do governo federal. Houve também uma desaceleração nos gastos com serviços.

Os gastos das empresas com equipamentos frearam acentuadamente, subindo a uma taxa de apenas 0,2%, a mais lenta desde o terceiro trimestre de 2016. Os gastos foram limitados por investimentos fracos em máquinas agrícolas e móveis para escritórios.

A construção residencial caiu a uma taxa de 2,8%, marcando o quinto declínio trimestral consecutivo. O investimento do governo se recuperou a uma taxa de 2,4%, impulsionado por gastos dos governos estaduais e locais.

As exportações aumentaram e as importações caíram no primeiro trimestre, levando a um pequeno déficit que somou 1,03 ponto percentual ao PIB, após ficar neutro no quarto trimestre. As tensões comerciais entre Estados Unidos e China provocaram fortes oscilações no déficit comercial, com exportadores e importadores tentando se manter à frente da disputa tarifária entre os dois gigantes econômicos.

O impasse também teve um impacto nos estoques, que aumentaram em US$ 128,4 bilhões no primeiro trimestre, o ritmo mais forte desde o segundo trimestre de 2015. Os estoques cresceram em um ritmo de US$ 96,8 bilhões no trimestre de outubro a dezembro. Parte do acúmulo nos estoques foi em função da fraca demanda, especialmente no setor automotivo, que deve pesar sobre a produção futura nas fábricas.

Os estoques contribuíram com 0,65 ponto percentual para o PIB do primeiro trimestre, após adicionar um décimo de ponto percentual no período de outubro a dezembro.

 

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