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CNC: intenção de consumo recua

A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) – medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) – recuou 3,5% na passagem de maio para junho e marcou 91,3 pontos em uma escala de zero a 200 pontos.

Essa é a quarta queda consecutiva do indicador. Na comparação com maio, todos os sete componentes da ICF apresentaram queda, com destaque para a avaliação sobre o momento para compra de bens duráveis, que recuou 5,7%, e para a perspectiva de consumo, que caiu cerca de 5%.

Já na comparação com junho de 2018, seis componentes tiveram alta.

A exceção foi a perspectiva profissional, que caiu 1%. O maior avanço foi observada no item nível de consumo atual (13%). Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a ICF de junho “espelhou o menor grau de confiança dos consumidores com relação à melhora da economia e, por conseguinte, às intenções de consumo, podendo vir a se refletir em menores vendas do comércio mais para a frente”.

No entanto, o Índice de Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) cresceu 1,9 ponto na passagem de maio para junho, chegando a 88,5 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos.

A alta interrompeu uma sequência de quatro quedas consecutivas. Apesar disso, segundo a FGV, o índice se mantém em patamar baixo em termos históricos.

O avanço foi provocado pela alta do Índice de Expectativas, que mede a confiança dos consumidores no futuro e que cresceu 3,2 pontos de maio para junho, para 99,7 pontos.

O componente relacionado à evolução da situação financeira das famílias brasileiras foi o que mais contribuiu para o crescimento da confiança no mês.

A satisfação dos consumidores em relação ao presente, medida pelo Índice da Situação Atual, se manteve estável de maio para junho e as expectativas em relação aos próximos meses melhoraram.

O indicador que mede o grau de satisfação com a economia subiu 0,9 ponto, mas as avaliações sobre a situação financeira das famílias pioraram cerca de 0,8 ponto.

Ainda de acordo com a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt, com o mercado de trabalho avançando lentamente nos últimos meses, os resultados ainda podem demorar a influenciar significativamente as percepções sobre a economia no momento.

 

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