Diminuem as exportações de manufaturados

O comportamento medíocre da economia brasileira neste início de ano foi determinante do superávit de US$ 27,1 bilhões na balança comercial (exportações de US$ 110,9 bilhões menos importações de US$ 83,8 bilhões) do primeiro semestre, inferior em 9,6% ao de igual período de 2018. As exportações não evoluíram e as importações foram contidas pela baixa demanda dos consumidores domésticos. Fatores específicos, como a fraqueza do mercado argentino ou a peste que afetou a suinocultura da China e beneficia as vendas brasileiras de proteínas, tiveram mais peso no comércio exterior.

 

Em junho, o superávit comercial de US$ 5 bilhões, inferior ao esperado pelos analistas, veio da piora das vendas de manufaturados, resultado apenas atenuado pela alta das exportações de primários. As vendas de itens básicos foram de US$ 9,6 bilhões, puxadas por minério de ferro (+37,7% sobre junho de 2018), petróleo em bruto (+12,5%), carne de frango (+94,8%), carne bovina (+108,8%), milho em grãos (+1.040,7%) e carne suína(+141,2%). Em igual período de comparação, as exportações de semimanufaturados caíram 6,8%, para US$ 2,5 bilhões, e as de manufaturados recuaram 7,2%, para US$ 6 bilhões.

 

Entre os primeiros semestres de 2018 e de 2019, as vendas de básicos avançaram 4,8% pelo critério de média diária, com peso de 51,5% nas vendas totais, enquanto o peso das exportações de manufaturados declinou de 36% para 34,9%.

 

A maior queda dos manufaturados foi a da venda de automóveis para a Argentina, mas também pesaram no resultado negativo o recuo das exportações de aviões, óxidos e hidróxidos de alumínio, veículos de carga, máquinas e aparelhos para terraplenagem, motores e autopeças.

No passado, a desaceleração interna era, em geral, compensada pelo vigor das exportações, mas isso já não ocorre, dadas as restrições à produção (custos elevados, burocracia, infraestrutura ruim, etc.) e dificuldades de competição global. Só no longo prazo haverá influência do acordo Mercosul-União Europeia.

 

Em 12 meses, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) ainda cresce (+7,9% em relação aos 12 meses anteriores), mas houve queda de 0,7% tanto entre maio e junho de 2019 como entre os primeiros semestres de 2018 e de 2019. É mau sinal para o comércio exterior.

 

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