Com alta da gasolina, prévia da inflação sobe, mas menos do que o esperado

A alta no preço da gasolina, após meses de quedas, pressionou a prévia da inflação de julho, que ficou em 0,30%, ante 0,02% em junho. O índice, no entanto, ficou bem abaixo da projeção de 0,52% da Bloomberg. 

 

Segundo o IBGE, a gasolina subiu 4,47%, puxando a alta no grupo dos Transportes para 1,11% e exercendo o principal impacto sobre o IPCA-15.

 

No dia 8, a Petrobras havia anunciado que iria subir em 5% o preço da gasolina, no que foi o oitavo aumento seguido desde maio, quando a empresa iniciou o ciclo de alta, acompanhando a recuperação das cotações internacionais do preço do petróleo após a reabertura da economia em diversos países.

 

O reajuste levou o litro da gasolina a sair das refinarias da estatal por um valor de R$ 1,65, em média, o que equivale a uma proporção 60% superior ao preço vigente antes do início da sequência de aumentos.

 

De acordo com o IBGE, outros combustíveis também subiram na análise do IPCA-15 de julho: etanol (4,92%), óleo diesel (2,50%) e gás veicular (0,01%). Também pesou em Transportes o aumento nas tarifas de metrô (2%), puxada principalmente pelo reajuste de 8,70% nas passagens do Rio de Janeiro.

 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, 5 apresentaram alta em julho.

 

Habitação subiu 0,5% por causa do aumento das tarifas de energia elétrica (1,03%) em seis regiões do Brasil. Em Fortaleza, por exemplo, a alta foi de 5,15%.

 

Outros itens que registraram aumento foram a taxa de água e esgoto (0,13%) e o gás encanado (0,08%).

 

O grupo do Vestuário apresentou deflação de 0,91%, com queda nos preços das roupas feminina (-1,32%) e masculina (-1,18%), além de infantis (-0,59%), calçados e acessórios (-0,88).

 

O ramo de Alimentação e bebidas, por sua vez, apresentou queda de 0,13%, interrompendo quatro meses seguidos de altas. Caíram os preços do tomate (-22,75%), da batata-inglesa (-20,70%), da cenoura (-18,60%) e da cebola (-7,09%). 

 

Nos índices regionais, só o Rio (-0,07%) teve deflação no IPCA-15 de julho. 

Por outro lado, Curitiba registrou a maior inflação (0,76%). 

 

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 0,67%, e, nos últimos 12 meses, de 2,13%

 

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