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No Brasil, Bolsa tem alta de 2%, enquanto dólar recua 0,92%

A expectativa por um novo pacote de estímulos à economia americana (anunciado só no início da noite), elevou duranre o dia o apetite dos investidores na maior parte dos mercados e, no Brasil, ajudou o Ibovespa a reconquistar ontem mais de 2 mil pontos em apenas um dia. O principal índice de ações da B3 saiu de 102.380,85 pontos na abertura para alcançar 104.477,08 pontos no fechamento, em alta de 2,05% após perda de 0,49% ao longo da semana passada.

Ao tocar a máxima do dia, chegou a 104.584,52 pontos nos minutos finais, acompanhando NovaYork, que também fechou perto dos picos da sessão com o índice Dow Jones avançando 0,43%, a 26.584,77 pontos, o S&P 500 ganhando 0,74%, a 3.239,41 pontos, e o Nasdaq subindo 1,67%, a 10.536,27 pontos. Agora o Ibovespa avança 9,91% no mês, reaproximando-se do ganho de abril (+10,25%), o melhor do ciclo de recuperação, limitando as perdas no ano a 9,66%.

Os investidores tinham no radar o novo pacote de estímulos apresentado pelo Partido Republicano ao Senado dos Estados Unidos, no valor de US$ 1 trilhão.

No entanto, a incerteza da pandemia e as preocupações com a escalada no conflito entre Washington e Pequim seguiram como pano de fundo. O analista Ilan Solot, do banco de investimentos Brown Brothers Harriman (BBH), reconhece que o pacote de estímulos nos EUA ajudou o humor dos investidores, mas pondera que a medida já estava, de certa forma, precificada. "Era mais um risco de não sair, aí seria um problema", afirma.

Mercado interno. No Brasil, o destaque para o desempenho do Ibovespa foi no segmento de bancos, de maior peso na composição do índice e ainda muito atrasado no ano, exibindo perdas entre 22,68% (Itaú Unibanco PN) e 37,36% (Units Santander) acumuladas no período. Analistas e operadores apontam que setores retardatários, como o bancário, tendem a ganhar mais atenção como oportunidade de compra. Nesse sentido, Itaú Unibanco PN, fechou em alta de 5,02%, e Bradesco PN, com ganho de 4,59% na sessão.

"O dia se mostrou bom desde a abertura, com mais um pacote a caminho nos EUA, elevando a disponibilidade de recursos para a recuperação da economia, em momento no qual eles vivem uma segunda onda de covid por lá e, aqui, os casos ainda não começaram a diminuir", diz Pedro Galdi, analista da Mirae, casa que projeta o Ibovespa a 116 mil no fechamento de 2020, em nível semelhante ao do encerramento de 2019, então a 115.645,34 pontos, ano em que o índice teve progressão de 31,58%. "A semana promete movimento, com dados como Caged, PIB dos EUA e da zona do euro, e balanços de empresas como Vale, Petrobrás e Bradesco", acrescenta.

A performance favorável ontem se iniciou ainda na sessão asiática, com os mercados da região respondendo bem aos dados sobre os lucros industriais da China, que subiram em junho, aponta em nota Shin Lai, estrategista-chefe da Upside Investor Research, chamando atenção também para o índice de atividade manufatureira da Alemanha, que subiu a 50 em julho, ante 45,2 em junho a leitura ficou acima da expectativa para o mês, de 48. Na zona do euro, o PMI de serviços também avançou, a 55 em julho, acima do consenso, de 51 para o mês, em outro sinal de reação econômica do velho continente que, assim como a China, parece estar superando com menos sequelas o pior momento da pandemia.

Câmbio. O dólar voltou a perder força no mundo, testando as mínimas em dois anos ante as moedas fortes. O movimento ajudou o real a se fortalecer e provocou a valorização de divisas de países emergentes, com destaque para o peso mexicano e o rand da África do Sul. No mercado à vista local, o dólar fechou em queda de 0,92%, cotado em R$ 5,1580.

Já o ouro ampliou o rali e renovou a máxima histórica de fechamento, impulsionado também por juros baixos e dólar fraco.

 

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