Anfavea vai rever previsões para 2020

"Alguns executivos, como o presidente da GM América do Sul, Carlos Zarlenga, estimam o retorno dos níveis do ano passado só em 2023"

 

Apesar de as vendas diárias estarem em ascensão, a situação da indústria automobilística ainda preocupa bastante, principalmente, pelo nível de emprego que depende da produção e exportações. A Anfavea admite rever a queda do mercado interno, hoje em torno de 35%, no próximo balanço mensal em outubro.

 

A revisão da entidade deve apontar uma queda anual de 30% de 2020 sobre 2019 - contra até 45% das primeiras estimativas. Alguns executivos, como o presidente da GM América do Sul, Carlos Zarlenga, estimam o retorno dos níveis do ano passado só em 2023. No entanto, o consultor Francisco Mendes acredita que já em 2021 o mercado interno de automóveis e comerciais leves (94% do total) atingirá um crescimento de 3,9% sobre 2019. Se concretizada, previsão comprova a resiliência da economia brasileira à pandemia da covid-19. E a chamada recuperação em "V", quando as vendas sobem tão rapidamente quanto caíram, não pode ser apontada como delírio de otimistas.

 

Mesmo com preços de tabela (sugeridos) em alta moderada, os negócios entre consumidores e concessionárias são influenciados por planos de postergação das primeiras prestações, bônus atraentes e também o velho recurso de "compre antes que aumente". Rendimentos do mercado financeiro estão muito baixos e viagens internacionais encareceram demais pela alta acentuada do dólar. A opção pode ser trocar o veículo por um novo ou outro menos velho.

 

GM e Honda acertam aliança pontual

 

Os desafios ambientais e pesquisas sobre conectividade com enorme impacto financeiro sobre investimentos estão deixando os fabricantes sem saída a não ser juntar forças. Este cenário levou GM e Honda a assinarem um acordo para aliança estratégica na América do Norte. Em comunicado conjunto, as duas empresas comprometeram-se a explorar o compartilhamento de plataformas de veículos e sistemas de propulsão para diversos segmentos.

 

Apesar de o acordo estar restrito àquela região, é bom lembrar que ele pode ser expandido no futuro. Além disso, os mercados internos da América do Norte (Estados Unidos, Canadá, México) e Japão, somados, praticamente se igualam ao da China, o maior do mundo.

    
Veículo: CORREIO BRAZILIENSE - DF 
Editoria: VEÍCULOS 
Tipo notícia: Coluna
Data: 10/09/2020 

Please reload

Notícias Recentes

Please reload

Notícias por mês

Please reload

Tags

Please reload

 

Rua Geraldo Flausino Gomes, 42 - 5º andar | Brooklin Novo | São Paulo - SP 04575-060

Tel. (11) 5102-5656 | abrahy@abrahy.com.br

©2018 ABRAHY. criado pela TR2 Art + Design