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Na incerteza, bolsa cai e dólar sobe

Principal índice de lucratividade da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), o Ibovespa teve a terceira queda consecutiva ontem e perdeu o patamar dos 100 mil pontos que havia alcançado na última semana. O indicador recuou 1,4%, marcando 99.606 pontos, e acumulou no ano uma queda de 13,87%.

Já o dólar comercial subiu 1,25% e foi para R$ 5,682 na venda, o maior patamar de fechamento desde 20 de maio. Uma das razões para a instabilidade do mercado financeiro são as eleições dos Estados Unidos e o aumento de casos de coronavírus nos EUA e na Europa.

Além disso, a deterioração do humor do mercado ganhou corpo à tarde, depois que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou a obstrução de projetos de interesse econômico pela própria base aliada do governo. O episódio alimentou a percepção de que as reformas necessárias para ajudar reverter a difícil situação fiscal do país terão dificuldade em andar no Congresso.

Gabriela Hoffman, economista da Messem Investimentos, destacou a instabilidade da situação internacional. "Existia uma expectativa de que o pacote de estímulos à economia dos Estados Unidos pudesse ser aprovado antes das eleições, gerando impacto positivo no mundo todo. No entanto, o assunto esfriou e o mercado refletiu isso. Outro agravante é o aumento dos casos de covid-19 nos Estados Unidos e na Europa", observou.

A especialista explicou que esse ambiente faz o mercado financeiro caminhar com cautela, o que justifica também o aumento do dólar. "Além da situação externa, a previsão é que o Banco Central anuncie, hoje, a manutenção da taxa Selic em 2% ao ano. Isso tem provocado uma fuga de capitais, porque os investimentos no Brasil acabam pagando menos", disse ela. "Temos ainda a questão de um pacote de incentivo social e reforma fiscal que estava para acontecer e não foi definida, mas postergada para depois das eleições de prefeitos e vereadores. Isso gera um ambiente de insegurança."

Para a economista, maior estabilidade no mercado só ocorrerá quando a crise do coronavírus for resolvida. "Embora haja as possibilidades da vacina, não se sabe em que prazo isso vai ocorrer. Além disso, terá e ser montado um esquema de produção e distribuição para dar início à vacinação em massa. Apenas assim teremos uma estabilidade maior e um planejamento melhor a nível de governo e empresas", finalizou.

* Estagiário sob a supervisão de Odail Figueiredo

Veículo: CORREIO BRAZILIENSE - DF Editoria: ECONOMIA Tipo notícia: Matéria Data: 28/10/2020 Autor: Edis Henrique Peres*

 

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