ABRACAF NEWS Falta de motos nas concessionárias derruba vendas em 17,4%

Fevereiro teve apenas 74,1 mil unidades emplacadas, pior resultado desde março de 2021

A venda de motos em fevereiro foi de 74,1 mil unidades, o pior volume desde março de 2021. A comparação com janeiro indica queda de 17,4%. O problema reflete o menor número de dias úteis e a queda de estoque nas concessionárias como consequência da baixa produção neste começo de ano. Os números foram divulgados na quinta-feira, 3, pela Fenabrave, entidade que reúne as associações de concessionários.


Embora a demanda por motos continue alta, a produção foi afetada em janeiro por causa do aumento dos casos de gripe e de Covid-19 em Manaus. E o problema tende a persistir com a redução do ritmo de produção da Yamaha até o fim de maio em razão da falta de componentes em suas linhas de produção.


A empresa é a vice-líder do mercado nacional e detém, atualmente, 18,8% de participação.


As vendas totais no primeiro bimestre de 2022 somaram 163,7 mil unidades. A comparação com o mesmo período de 2021 indica alta de 14,3%, mas neste caso trata-se de um crescimento sobre uma base de comparação muito baixa. Aquele começo de ano foi marcado por um grande número de casos de Covid-19 na capital do Amazonas, onde estão quase todas as fábricas de motos do País (entre elas Honda e Yamaha).


Marca de elétricas é a sétima do ranking

A liderança da Honda com 75% do mercado e o segundo lugar da Yamaha com quase 20% já não espantam ninguém. Mas o que dizer da Voltz, empresa de motos elétricas, que teve 843 unidades emplacadas neste começo de ano e já ocupa uma fatia de 0,5% do mercado local? A marca está em sétimo lugar no ranking nacional, à frente de Triumph, Dafra, Harley-Davidson e Ducati.