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Aumento do teor de etanol na gasolina para 30% traz riscos ou benefícios?


Fonte: Vrum


Donos de veículos, especialmente daqueles que não são flex, temem o surgimento de problemas mecânicos: isso realmente pode ocorrer?


O Governo Federal deve aumentar o teor de etanol misturado à gasolina ainda neste ano. Segundo o secretário nacional de petróleo, gás natural e biocombustíveis, Pietro Mendes, a intenção é a de elevar esse percentual, que atualmente é de 27%, para 30%, resultando no chamado combustível E30. Essa medida, porém, causa receio em alguns motoristas. Afinal, os veículos podem apresentar algum tipo de problema?

Para responder a essa pergunta, o VRUM consultou um especialista: o mentor em energia a combustão da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE) do Brasil, Everton Lopes. Para ele, a medida é positiva, já que proporcionará uma redução nas emissões de carbono e, consequentemente, ganhos ambientais.


Quanto a possíveis problemas, o especialista da SAE Brasil afirma que não há o que temer. “Cerca de 83% da frota brasileira de veículos leves já é flex: nesses modelos, não haverá impacto algum”, esclarece. Além disso, Lopes lembra que o teor de etanol na gasolina, atualmente, já é de 27%, de modo que a elevação para 30% não representará grande impacto. Mas, e quanto aos automóveis que não são bicombustíveis?

Ainda de acordo com o engenheiro, tampouco os donos desses veículos, que geralmente são importados, têm o que temer. Primeiramente, Lopes explica que, em vários países do mundo, a gasolina já é misturada a algum tipo de etanol. “Nos Estados Unidos e em países da Europa, esse teor já chega a 15%”, diz. Como os automóveis já são desenvolvidos para funcionar com a mistura dos dois combustíveis, o aumento do percentual não deve representar problema.


Gasolina premium tem menor teor de etanol


Além do mais, o Lopes destaca que a gasolina do tipo Premium (como a Podium, da Petrobras, a V-Power Racing, da Shell, e a Octapro, da Ipiranga) já tem menos etanol: nela, o teor é de 25%. E, ao contrário do que ocorrerá no combustível comum, nesse caso o percentual deverá se manter. Caso isso se confirme, os proprietários de veículos importados ainda terão a opção de abastecer com a chamada E25.


Carros velhos serão os mais afetados


A única ressalva feita pelo especialista da SAE Brasil refere-se ao fato de o etanol ser mais corrosivo que a gasolina. E, ao contrário dos veículos atuais, inclusive aqueles que não são flex, os mais antigos podem sofrer maior desgaste nos componentes da chamada linha de combustível, já que possuem menos proteção contra essa característica.


Por outro lado, o engenheiro pondera que, atualmente, esses modelos são uma ínfima minoria dentro do total de veículos em circulação no país. “É parcela muito pequena da frota em relação a um benefício ambiental enorme”, opina.

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