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Caminhões Euro 5 puxarão vendas do setor até março de 2023


Frotistas tendem a antecipar troca de veículos para fugir de aumentos de 15% a 20%


A venda de caminhões novos será puxada até o primeiro trimestre do ano que vem pela antecipação de compras, sobretudo pelos frotistas com maior poder de negociação. O motivo é a mudança de tecnologia que ocorre no início de 2023, quando entra em vigor a produção obrigatória de modelos com motorização Euro 6.

“As fábricas vão se esforçar para produzir [modelos Euro 5] até o fim deste ano e a compra desses caminhões deve ocorrer até março”, afirma o diretor-executivo da Fenabrave, Marcelo Franciulli.

“Essa antecipação decorre do encarecimento dos modelos Euro 6, algo entre 15% e 20% sobre os Euro 5”, recorda o executivo da Fenabrave, entidade que reúne as associações de concessionários e que divulgou os números de vendas do setor na terça-feira, 4.

Metas difíceis, mas não impossíveis

Franciulli, no entanto, não soube informar o tamanho dessa antecipação em unidades por causa do abastecimento ainda irregular de peças fornecidas às montadoras. A projeção mais recente da Fenabrave é de 127,3 mil caminhões vendidos até o fim do ano. Para superar esse volume será preciso emplacar 12 mil caminhões por mês ou mais até o fim do ano.

Sobre a antecipação de compras, esse fato também ocorreu em 2011, levando o mercado naquele ano ao seu volume recorde de 172,6 mil caminhões emplacados. No início daquele ano seguinte entraria em vigor o Euro 5. Mas vale ressaltar que o volume histórico de 2011 também teve como motivos o momento econômico favorável e as linhas de crédito disponíveis.

Vendas acumuladas mostram queda inferior a 2% Os números da Fenabrave informam que em setembro foram licenciados 11,1 mil caminhões novos, indicando queda de 9,8% na comparação com agosto, que teve dois dias a mais que setembro (23, ante 21).


O presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, ressalta: “As vendas diárias foram positivas em setembro e a demanda se mantém firme.” Ambos os meses tiveram médias diárias próximas a 530 unidades.

O acumulado do ano teve 92 mil caminhões emplacados, indicando pequena queda de 1,8% na comparação com o período janeiro-setembro de 2021. A Volkswagen mantém a liderança no segmento, com 26,4 mil unidades emplacadas e participação de 28,7%.

Em seguida está a Mercedes-Benz, com 25 mil caminhões licenciados. Sua fatia é de 27,2%. A Volvo vem a seguir com 17,9 mil unidades e 19,4% do mercado. Scania e Iveco aparecem próximas, com 8,8 mil e 8,2 mil unidades e fatias de 9,6% e 8,9% do segmento, respectivamente.

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