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Carro elétrico é o preferido dos cachorros, revela estudo


Pesquisa com matilha britânica diz ainda que animais ficam mais enjoados em veículos diesel

Uma pesquisa que analisou o comportamento de cães durante viagens de carro revelou que a matilha prefere passear de carro elétrico, em detrimento a veículos movidos a combustão. Portanto, se você e seu cão estão sempre grudados como unha e carne, ou unidos pela ocitocina – hormônio que desperta a sensação de apego pelo outro –, um carro elétrico pode ser uma boa opção.

O estudo foi realizado ano passado pelo professor de medicina comportamental veterinária, Daniel Mills, da Universidade de Lincoln, na Inglaterra, em parceria com o site CarGurus. Durante dois dias, os cientistas analisaram uma série de dados coletados de 20 cães, em duas viagens subsequentes de 10 minutos. Uma feita em veículo elétrico e a outra em carro movido a diesel, sempre pela mesma rota. O resultado não apenas revelou que os cães ficaram menos confortáveis no exemplar movido a combustão, como diminuíram os sinais de enjoo no elétrico.

Tudo por causa das diferenças de ruído e vibração entre os automóveis, segundo o veterinário-chefe. Em entrevista para Autoesporte, o doutor Daniel Mills explica que as emoções dos cães variam enormemente. E diz que o importante é mantermos a calma caso o animal pareça irritado.

“Alguns cães gostam de passear de carro, mas podem ficar muito excitados – o que pode ser um problema em si. O melhor para ajudá-los é apresentar-lhes o automóvel logo na tenra idade”, diz.

Outra descoberta expôs que um pequeno número de cães pareceu sentir menos náuseas nos carros elétricos. Condição demonstrada pelos batimentos cardíacos que diminuíram em até 30% durante as voltas, já que a frequência cardíaca mais alta está associada ao enjoo. “Como as pessoas, alguns cachorros enjoam no carro. A dica é ficarmos atentos a sintomas como babar, mesmo que eles não cheguem a vomitar. Precisamos entender a emoção para acertar a resposta”, diz Mills.

Mas, para além dos sentimentos de alegria, tranquilidade e stress dos animais de estimação, seria possível interpretar melhor se sua agitação em um carro em movimento é causada por felicidade ou desconforto? “Quem gosta do Pateta, personagem dos desenhos de Walt Disney, já percebeu que ele é sempre bonzinho e gente boa. Só que quando ele entra no carro fica alucinado e sai xingando todo mundo. Então, o carro às vezes transforma o cachorro”, conta Alexandre Rossi, zootecnista e especialista em comportamento animal.


Além do bem-estar do bichano, existem regras para levar os pets dentro do carro — Foto: Getty

Rossi diz ainda que na cabeça dos cachorros o carro é como se fosse uma pequena toca. Seu refúgio, onde todo mundo fica apertadinho, todos juntos. Com a diferença de que, para os animais, por causa da velocidade, todo mundo fora do veículo está correndo, tudo está em movimento. “O ato de correr e as coisas que passam em movimento estimulam os cães. Então, eles veem os cães correndo, as árvores correndo, tudo correndo, enquanto estão lá na parados, e ficam superexcitados”, conta.

O zootecnista esclarece que, diferente de um passeio onde todos estão correndo, quando estão na cabine, parados, sem gastar energia alguma, a experiência acaba se tornando riquíssima em termos de cheiros e estímulos visuais. “Vale destacar que alguns cães são muito ‘gasolina’, eles adoram andar de carro. E isso porque a família está reunida. E eles estão fazendo algo com o grupo. Ou seja, andar de carro para os pets acaba sendo muito parecido com o ato de passear”, conclui Alexandre.

Dicas rápidas

  • Fique atento às regras para o transporte de animais no carro do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

  • Busque soluções como cadeiras de transporte ou cintos de segurança específicos para não deixar o animal solto na cabine

  • Mantenha o animal em jejum ou com alimentação leve

  • Deixe o ambiente sempre ventilado e com temperatura agradável

  • Faça paradas frequentes a cada duas ou três horas para necessidades fisiológicas e hidratação

  • Dependendo da raça ou tamanho do animal é recomendado uma visita prévia ao veterinário para verificar a necessidade de administração de medicamentos para enjoo, sedativos ou tranquilizantes

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