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Investimento externo recua 78% em outubro

Os investimentos estrangeiros voltados para ampliação da capacidade de produção de indústrias instaladas no Brasil ou abertura de novos negócios somaram no mês passado o menor volume para meses de outubro desde 2009.


Desde o início da pandemia do novo coronavírus, os investidores externos reduziram fortemente esse tipo de colocação de recursos no país, e especialistas acreditam que a recuperação levará mais algum tempo.


De acordo com dados divulgados ontem pelo Banco Central, o chamado investimento direto no país (IDP) atingiu em outubro US$ 1,8 bilhão. Isso representa uma queda de 78% frente ao volume registrado no mesmo período do ano passado.


Apesar da retração, o volume de dinheiro ficou acima da expectativa do BC, que estimava uma entrada de US$ 1 bilhão. No acumulado do ano, o Brasil já recebeu US$ 32 bilhões em investimentos produtivos. No mesmo período do ano passado, o volume ingressado era de US$ 57,6 bilhões.


O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, explica que a redução dos investimentos reflete um cenário de incerteza sobre o combate à Covid-19 e o processo de recuperação da economia brasileira nos próximos meses.


- A incerteza envolve fundamentalmente se vai ter uma segunda onda (de Covid-19), se não vai ter, se vai continuar a primeira, se a contaminação vai diminuir, quando vai ter vacina com efetiva imunização e superação dessa situação. Acho que isso está por trás dos motivos da incerteza muito grande sobre o ritmo da recuperação -afirmou.


LENTA RECUPERAÇÃO

Na visão de Homero Guizzo, economista da Guide Investimentos, o nível de investimentos no país deve demorar um pouco para voltar aos níveis pré-crise.


- Mesmo que agente veja um número de crescimento um pouco melhor no ano que vem, coisa de 3%, na margem, a economia ainda vai estar muito deprimida. Não vai ter muito espaço para que o resto do mundo vislumbre investimentos muito rentáveis aqui no Brasil. Vai demorar um tempo ainda, é coisa de 2022 para a frente-avaliou.


O BC espera a entrada de US$ 1 bilhão agora em novembro. Nos resultados parciais, até o dia 20, o volume estava em US$ 448 milhões.


O resultado das transações correntes do Brasil com o resto do mundo em outubro foi positivo pelo terceiro mês consecutivo. O superávit registrado foi de US$ 1,5 bilhão, contra déficit de US$ 8,1 bilhões no mesmo mês de 2019.


O resultado positivo foi puxado, principalmente, pelo bom desempenho da balança comercial e por uma redução nos déficits registrados no envio de lucros e dividendos para o exterior, nos gastos com juros e nos serviços (viagens internacionais). As despesas líquidas de lucro e dividendos foram de US$ 919 milhões este ano, contra US$ 4,2 bilhões em outubro de 2019. Além disso, o gasto com juros também teve redução de 56%.


AJUSTE FISCAL

Para Alberto Ramos, economista para a América Latina do banco de investimentos Goldman Sachs, a dinâmica de curto prazo das contas externas é favorável, mas ele ressalta a necessidade de um ajuste nas contas públicas do país.


- Um profundo ajuste fiscal que elevaria a poupança do setor público continua fundamental para facilitar um ajuste estrutural permanente das contas externas.


Bolsa supera 110 mil pontos, melhor marca em 9 meses

> Embalado pelo otimismo com as vacinas contra a Co-vid-19, o lbovespa fechou em alta de 0.32%, aos 110.132 pontos. É o maior patamar desde 21 de fevereiro, quando encerrou aos 113.681 pontos.


> A alta foi puxada por papéis ligados a commodities. As ações ordinárias (0N. com direito a voto) da Vale subiram 0.94%. enquanto as preferenciais (PN, sem voto) da Petrobras avançaram 0.11%.Os papéis PN da Usiminas saltaram 7.05%.


> O dólar caiu 1%, a R$5.32.

Veículo: O GLOBO - RJ Editoria: ECONOMIA Tipo notícia: Matéria Data: 26/11/2020 00:00 Autor: GABRIEL SHINOHARA gabriel.shinohara@bsb.oglo bo.com.br BRASÍLIA

 

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