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Mercado de carros reage e pode melhorar ainda mais com queda de IPI


Medida deve levar algumas marcas a reduzirem preços ou promoverem menor repasse de custos nas tabelas oficiais


O mercado de veículos voltou a registrar recuperação em julho, com vendas de 182 mil unidades, 2,2% a mais quem em junho e 3,7% acima do resultado de igual mês do ano passado. No acumulado do ano, foram licenciados até agora 1,1 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, queda de 11,8% na comparação com o mesmo período de 2021.


A melhora do mercado, apesar dos juros altos e da ainda escassez de semicondutores, ocorre em paralelo ao anúncio, na sexta-feira, de nova redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis. A medida deve levar algumas marcas a reduzirem preços ou promoverem menor repasse de custos nas tabelas oficiais.


Em nota divulgada na manhã desta segunda-feira, 1º, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Márcio de Lima Leite, disse que “foi uma decisão sensata do governo federal, em especial do Ministério da Economia, no sentido de ataque ao custo Brasil e da busca de uma carga tributária mais compatível com a de outros países produtores de veículos”.


Nessa terceira etapa de cortes de IPI para vários setores, a redução para automóveis e utilitários-esportivos (SUVs) subiu de 18,5% para 24,75% sobre as alíquotas praticadas antes da primeira redução, em 1º de março. Esse segmento havia ficado de fora do segundo corte aplicado em 29 de abril para vários outros setores industriais.

Segundo Lima, a redução da carga tributária é uma importante medida, alinhada com os pleitos da entidade de medidas urgentes para diminuir o custo Brasil. “(As medidas) ajudariam a acelerar o processo de reindustrialização do País, a aumentar a competitividade e induzir o crescimento do ecossistema industrial automotivo”, disse o executivo.


O segmento de automóveis e comerciais leves vendeu, em julho, 169,6 mil unidades, número também 2% superior ao de junho e 4% melhor que o de um ano atrás. Na soma dos sete meses, foram comercializadas 1,025 milhão de unidades, queda de 12,7% ante o mesmo intervalo de 2021.


No ano, a Fiat segue como líder absoluta do mercado, com 21,7% de participação nas vendas totais de automóveis e comerciais leves. Na sequência estão General Motors (14%), Volkswagen (12,2%), Toyota (10,5%) e Hyundai (10,2%).


Na lista dos modelos mais vendidos do ano a picape Fiat Strada segue na frente, com 61,9 mil unidades, embora em julho perdeu de novo o posto para o Volkswagen Gol. Em segundo lugar no acumulado do ano está o Hyundai HB20 (50,1 mil unidades), seguido por Chevrolet Onix (42,7 mil), Volkswagen T-Cross (36,4 mil) e Gol (35,5 mil), com o Jeep Compass logo atrás, com 35,4 mil. Os números do mercado são ainda preliminares. Os oficiais devem ser divulgados nesta terça pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

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